Mecanismo de Ação da Homeopatia: Mecânica quântica...

A homeopatia tem seu mecanismo de ação explicado pela memória da água, a qual, por sua vez se explica pela física quântica.

1) Princípio da Exclusão (elaborado por Wolfgang Pauli entre 1924 e 1925):

Pelo princípio da exclusão, de Pauli, duas partículas subatômicas não podem ocupar um mesmo estado quântico ao mesmo tempo.

OBSERVAÇÃO 1: Algumas partículas subatômicas não obedecem ao princípio da exclusão e são chamadas "bósons", mas os prótons e os elétrons obedecem a esse princípio e, com isso, essas subpartículas atômicas são chamadas "férmions".

2) Dualidade Partícula-onda (tese de Louis-Victor De Broglie, em 1924):

"Uma partícula em movimento, como um elétron ou um próton, pode ser descrita por uma onda de matéria (...) Ao comprimento da onda de uma partícula em movimento se denomina comprimento de onda de De Broglie" (Halliday & Resnick & Walker. Fundamentos de Física. Rio de Janeiro, LTC, 2012. 4v).

"Em poucas palavras, o que caracteriza a teoria quântica de maneira essencial é que ela é a teoria que atribui, para qualquer partícula individual, aspectos ondulatórios, e para qualquer forma de radiação, aspectos corpusculares. Esta é uma versão 'geral' da dualidade onda-partícula..." (Osvaldo Pessoa Jr. Conceitos de Física Quântica. São Paulo, Editora Livraria da Física, 2006. 1v).

E pelo princípio da incerteza (ou princípio da indeterminação) formulado em 1927, por Werner Heisenberg, não é possível determinar simultaneamente a posição e o momento de uma dada partícula subatômica (ou subpartícula atômica). Deste modo, posição e momento são grandezas mutuamente excludentes.

"Tudo se propaga como se fosse uma onda e troca energia como se fosse uma partícula" (Tipler & Mosca. Física para Cientistas e Engenheiros. Rio de Janeiro, LTC, 2009. 3v).

Em suma, o fóton (ou o elétron, por exemplo) se propaga como onda e se detecta como partícula.

3) Princípio da Dualidade Inclusiva (ou princípio da inclusão): A literalidade do texto deste princípio descrito a seguir, é de responsabilidade deste autor, Paulo Venturelli, embora em vista das várias interpretações do experimento da dupla fenda, não se possa atribuir este conceito a uma autoria específica...

Pelo princípio da dualidade inclusiva, uma única partícula elétrica qualquer, especialmente se for eletrosférica, como um elétron ou um pósitron, por exemplo, em virtude de seu caráter dual, qual seja, por seu comportamento corpuscular e ondulatório, pode vir a ocupar simultaneamente dois estados quânticos distintos.

Em outras palavras: Se por um lado duas partículas elétricas não podem ocupar um mesmo estado quântico simultaneamente, por outro lado, uma mesma partícula elétrica pode ocupar dois estados quânticos ao mesmo tempo (Paulo Venturelli) desde de que se considere a complementaridade do caráter corpuscular ao comportamento ondulatório, seguindo a "interpretação de Copenhague" da propagação eletromagnética, ou quântica, o que vale especialmente para elétrons e fótons.

OBSERVAÇÃO 2: É bem divulgado o conceito de que uma entidade quântica enquanto partícula e onda, ou como "pacote de onda", possa se manifestar em mais de uma posição, simultaneamente, todavia, este conceito leva em conta a grandeza espaço e a grandeza tempo, mas não a condição energética do pacote de onda. Porém, pelo princípio da dualidade inclusiva (da hipótese de Venturelli) uma única entidade quântica eletrosférica pode se manifestar em dois estados quânticos distintos, simultaneamente.

OBSERVAÇÃO 3: Partículas (hipotéticas) que sejam suas próprias antipartículas foram previstas pelo físico Ettore Majorana e são chamadas de férmions de Majorana, sendo que alguns autores consideram que tais partículas sejam os neutrinos.

4) Conceitos de Física Quântica (Osvaldo Pessoa Jr. São Paulo, Editora Livraria da Física, 2006. 1v):

(...) "Mas e o spin, ou momento angular ?  Ele estaria associado à partícula ou à onda? (...) parece que o spin deve ser associado ao campo ondulatório, ou pelo menos, a uma propriedade da relação entre o campo ondulatório e a partícula" (último parágrafo do capítulo VII do livro citado).

(...) "O spin não deveria ser considerado uma propriedade intrínseca do corpúsculo, mas sim da onda (do campo), ou da relação entre onda e partícula." (capítulo XIX, página 146 do Livro referido).

5) Aplicação na Homeopatia:

A técnica de dinamização homeopática promove um estado quântico emaranhado na diluição inicial, porque segue os critérios farmacológicos referentes ao âmbito aquoso, de dimensões microscópicas e submicroscópicas, dimensões estas inseridas em um conteúdo inicial de poucos mililitros, volume este compatível com as dimensões histológicas. Deste modo, há uma proporcionalidade entre as dimensões microscópicas e submicroscópicas da solução, em relação ao volume em mililitros, que segue a mesma escala dos componentes celulares em relação ao conglomerado citológico que caracteriza os tecidos vitais.

Ou seja, a proporção dimensional do solvente e do soluto em relação ao volume da solução é guardada na mesma escala dos componentes celulares em relação ao volume tecidual (uma única fibra muscular ou nervosa, por exemplo, em relação aos miócitos ou neurônios e estas células em relação às suas proteínas, ou um único néfron em relação às células renais e seus lipídios, ou ainda, um lóbulo hepático em relação aos hepatócitos e estes aos seus glicídios... E assim por diante).

Com isso, pelo fato da dinamização inicial estabelecer um estado de emaranhado quântico, todas as diluições seguintes estarão emaranhadas ou entrelaçadas entre si, bem como entre o solvente e o soluto inicial, em proporcionalidade de escala vital e segundo os princípios da mecânica quântica, em que os estados emaranhados permanecem conectados.

Assim, quando uma substância medicamentosa é diluída em uma solução de álcool e água, pelas técnicas homeopáticas de dinamização, deste modo, permanecerá no diluente uma função de onda resultante, com propriedades medicinais, guardando relação farmacológica com as partículas da substância inicialmente diluída, ainda que esta possa deixar de ser detectada em massa de soluto mensurável ou densidade observável da solução, o que significa que passa a ser detectável fora da solução.

Isso se deve ao fato das partículas elétricas apresentarem, cada uma delas, um componente corpuscular observável e um componente ondulatório de natureza essencialmente magnética.

O componente corpuscular de uma partícula elétrica é de natureza espacial porque pode ser expresso por um operador, porém, o componente oscilatório de uma partícula elétrica é de natureza temporal porque não pode ser expresso por qualquer operador, uma vez que não é possível definir um operador correspondente ao observável tempo.

6) Notas:

Sejam as seguintes considerações gerais que interessam ao esclarecimento do texto apresentado...

6.1) Espaço de Hilbert: Trata-se de um espaço vetorial dotado de produto interno, o que significa dizer que seja um espaço linear complexo. Ou seja, espaço de Hilbert é um espaço linear no qual os vetores são expressos por números complexos. É importante nas definições da representação de Schrödinger e da representação de Heisenberg.

Em síntese, Espaço de Hilbert é um espaço vetorial complexo, que na mecânica quântica serve de representação matemática aos conceitos de estado e de operador em suas evoluções temporais.

6.2) Observáveis: Em física quântica as grandezas mensuráveis (tais como posição e momento) são expressas por operadores. Cada uma dessas grandezas é um observável, mas nem todas as grandezas da mecânica quântica são observáveis.

Em resumo, observável é uma grandeza mensurável.

6.3) Operadores: Em física quântica, operador é uma entidade matemática que aplicada a um vetor do espaço de Hilbert o transforma em outro vetor do mesmo espaço. Na mecânica quântica os operadores são úteis na descrição dos observáveis (como posição e momento) os quais são grandezas mensuráveis, no entanto, não há um operador definido à descrição do observável tempo, isso porque o tempo é contínuo e a física submicroscópica é quantizada.

Assim sendo, operador é uma função matemática, a qual na mecânica quântica se aplica diretamente ao espaço, mas apenas indiretamente ao tempo...

"... As quantidades que, na física clássica, são usadas para descrever o estado de um sistema foram substituídas, no formalismo quântico, por operadores simbólicos cuja comutabilidade é limitada por regras que levam em conta o quantum. Isso implica que não é possível atribuir simultaneamente valores definidos a quantidades como as coordenadas posicionais e os respectivos componentes de momento das partículas. Assim, o caráter estatístico do formalismo é exibido como uma generalização natural da descrição da física clássica..." (Niels Bohr. Física Atômica e Conhecimento Humano. Edição de Aage Bohr, do discurso proferido na Real Academia Dinamarquesa de Ciências, em Copenhague, no ano de 1955. - Tradução de Vera Ribeiro. - Rio de Janeiro, Contraponto Editora, 1995).

6.4) Teorema de Ehrenfest: A adoção de um contexto inambíguo à descrição do espaço e do tempo, em espaço-tempo, pelo teorema de Ehrenfest, compatibiliza a teoria da relatividade (de Albert Einstein) e a física quântica, ampliando assim, o princípio da correspondência, de Niels Bohr, pelo qual princípio há uma correspondência natural da escala microscópica e submicroscópica (ou atômica) com a escala gravitacional e macroscópica (ou astrofísica).

6.5) Equação Astroquântica: Essa função matemática se expressa por equações astroatômicas e astroiônicas, as quais estabelecem um contexto universal ao princípio da complementaridade, de Niels Bohr, pelo qual o caráter corpuscular e o caráter ondulatório são opostos e complementares entre si. Assim, a escala atômica da física quântica é complementar à escala astrofísica da teoria da relatividade (de Einstein). Ademais disso, é adotada uma natureza espacial e elétrica ao componente corpuscular, bem como uma natureza temporal e magnética ao componente ondulatório, pelo contexto astroatômico.

Pelo princípio da dualidade de partícula-onda, todo fenômeno físico se propaga como onda e se detecta como partícula, de modo que o componente detectável em trajetória seja particular enquanto que o componente sem trajetória definida seja ondulatório. Por outro lado, na física quântica, em que cada grandeza mensurável vem a ser expressa por um operador, há operadores aos observáveis de espaço (entre momento e posição das partículas), mas não há nenhum operador ao observável de tempo, por isso, então, é que pela equação astroquântica, o componente elétrico ou particular é de natureza espacial enquanto que o componente magnético ou ondulatório é de natureza temporal.

6.6) Vácuo Eletromagnético: "O 'vácuo eletromagnético' pode ser pensado como um campo sem fótons, mas que mesmo assim 'existe', afetando de maneira indireta outros fenômenos. A teoria quântica associa a este campo vazio uma 'energia de ponto zero', conceito que foi descoberto por Planck já em 1911" (Osvaldo Pessoa Jr. Conceitos de Física Quântica. São Paulo, Editora Livraria da Física, 2006. 1v).

6.7) Colapso Ondulatório: Admite-se que um objeto quântico (notadamente um fóton ou um elétron) se propaga como onda e se detecta como partícula, porque o pacote de onda se sujeita a um colapso tal que possa se comportar como uma partícula, devido à sua "redução de estado".

7) Teoria da Relatividade de Albert Einstein (pela referência bibliográfica de Sears & Zemanky / Young & Freedman. Física IV - Ótica e Física Moderna. São Paulo, Pearson Education do Brasil, 2008):

A relativização do espaço e do tempo foi formulada em duas etapas, uma em 1905 e outra dez anos depois, ou seja, em 1915...

7.1) Relatividade Restrita: Pela teoria da relatividade especial, ou restrita, importa a constância da velocidade da luz no vácuo (c = 300.000 km / s) e a invariância das leis da física, em ambos os casos, para qualquer referencial inercial (i.é, referencial em que se aplica a lei da inércia).

7.2) Relatividade Geral:"Uma generalização mais profunda que inclua o campo gravitacional e sistemas de referência não-inerciais conduz à teoria da relatividade geral" (Sears & Zemansky / Young & Freedman).

Na relatividade geral deve se levar em conta a curvatura do espaço-tempo, em termos de três coordenadas espaciais e uma coordenada temporal, sendo referencial não-inercial o sistema acelerado de referência.

8) Evolução Temporal:

Em mecânica quântica os níveis e subníveis quânticos são descritos por estados de energia, enquanto que as grandezas físicas mensuráveis, como posição e momento das partículas, são chamadas de observáveis, sendo descritas por operadores.

Os estados quânticos são expressos fundamentalmente pelo inverso do tempo (frequência) e não há nenhum operador ao observável de tempo, então, deste modo, a evolução temporal se representa em excludente mútua, quer dizer, ou em referência aos estados (representação de Schrödinger) ou em referência aos operadores (representação de Heisenberg).   

9) Interpretação de Copenhague:

A "exclusão mútua" (que se verifica nos fenômenos quânticos) vale entre o comportamento corpuscular e ondulatório, bem como entre a grandeza posição e momento, manifestando assim, uma abordagem indeterminista à mecânica quântica (Bohr, Pauli e Heisenberg apud Osvaldo Pessoa Jr) sendo que esta incerteza da condição de excludente mútua é uma imposição ordenada pelo próprio autor da observação, o experimentador (ou pelos fótons associados à observação de seu experimento). 

Desta abordagem, parece lógico que a condição de que dois férmions não possam manifestar simultaneamente um mesmo estado quântico, em um mesmo sistema, receba o nome de "princípio da exclusão". Mas o que dizer da contrapartida disso?

A contrapartida disso seria o "princípio da inclusão", a hipótese de Venturelli...

10) Postulados da Hipótese de Venturelli:

É condição fundamental (dos postulados da hipótese de Venturelli) o pressuposto geral de que a existência seja massiva, a inexistência seja temporária e a vitalidade seja essencialmente absoluta.

Outra condição dessa hipótese é a de que possa haver referenciais inerciais e não-inerciais, mas também os referenciais anti-inerciais, de modo que isso tenha um significado de "relativização da relatividade", em um princípio da incerteza absoluta.

Um referencial anti-inercial pode ser pensado como o intercâmbio ou a comunicabilidade de uma energia em negativo, ou seja, uma energia antidimensional, ainda que esta energia seja temporal. Neste caso, o tempo seria anti-inercial. Quer dizer, um tempo hipotético que não admita a conjugação direta do espaço, o que implicaria na inexistência do chamado "espaço-tempo".

A inexistência do espaço-tempo, viabilizada por um tempo anti-inercial, só pode ser admitida em equilíbrio dinâmico com a existência espaço-temporal, esta viabilizada por um tempo inercial acoplável ao espaço.

Sejam, então, as ações das forças em um contexto astroatômico...

10.1) Ação positiva: A existência espaço-temporal tem uma ação geral positiva, inercial, espacial e corpuscular, de predomínio estático e estrutural. Nestas circunstâncias, a teoria da relatividade (de Einstein) se aplica plena e amplamente.

10.2) Ação negativa: A inexistência espaço-temporal tem uma ação geral negativa, anti-inercial, temporária (ou temporal e ondulatória) que oscila, sendo meramente funcional. Nestas condições, a teoria da relatividade é relativa e o princípio da incerteza é absoluto.

10.3) Ação de neutralidade: A vitalidade tem uma reação geral de equilíbrio dinâmico... Quando as partículas estão ausentes enquanto corpúsculos, em uma solução hidroalcoólica, mas desde que estejam funcionalmente presentes na correspondente manifestação ondulatória resultante, ocorre que um organismo vivo se torna capaz de reagir a essa "imagem em negativo" da substância, sucedendo então, um efeito medicamentoso do efetivo farmacológico da homeopatia.

10.4) Colapso da função de onda: Quando uma partícula elétrica é detectável fora da solução hidroalcoólica, sua função de onda passa a se manifestar na mesma solução. Isso ocorre porque o sistema quântico se manifesta em um componente corpuscular, cuja trajetória pode ser detectada, e um componente ondulatório de trajetória indetectável. Ou seja, o colapso da função ondulatória, do objeto quântico, no ambiente exterior à solução de água e álcool, é correspondido pela amplitude de sua onda associada, no interior da solução homeopática.

10.5) Classificação sistêmica dos átomos:

a) Subsistema eletrônico: Elétrons e pósitrons.

b) Subsistema bariônico: Prótons e négatrons.

c) Subsistema neutrônico: Nêutrons e antinêutrons.

d) Subsistema fotônico: Fótons, antifótons, interfótons, mesofótons e gravitofótons.

11) Corolário ao princípio da incerteza (ou princípio da indeterminação) de Heisenberg:

Trata-se de uma proposição deduzida de um dos três pilares da interpretação de Copenhague (os outros dois fundamentos se referem à conotação probabilística da função de onda e ao princípio da complementaridade, os quais também são extensivos ao corolário homeopático).

Seja o que diz Fritjof Capra em seu livro O TAO da Física (Tradução de José Fernandes Dias. São Paulo, Editora Pensamento - Cultrix, 1985-2013):

"Os opostos são conceitos abstratos que pertencem ao reino do pensamento; como tal, são relativos. No momento mesmo em que focalizamos nossa atenção num determinado conceito, criamos o seu oposto" (capítulo 11, página 153).

"Pelo fato de ser um padrão de probabilidade, a partícula tende a existir em diversos lugares, manifestando dessa forma uma estranha modalidade de realidade física entre a existência e a não existência" (capítulo 11, página 163).

Seja o corolário de Venturelli pela interpretação de Copenhague:

Quando se determina ou se pode determinar o componente posicional, seja espacial ou corpuscular, de um sistema quântico, promove-se o participante oscilatório complementar desse sistema, e vice-versa. Assim, quando se determina o componente ondulatório de um sistema quântico se promove seu participante complementar em partícula.

Em suma, quando se determina ou se pode determinar o componente ondulatório se promove o componente corpuscular, e quando se determina ou se pode determinar o componente corpuscular se promove o componente ondulatório.

12) Conclusões:

Colapsos de função ondulatória ocorrem com o entrelaçamento ao psiquismo dos observadores, quando as partículas são detectáveis fora da solução homeopática, sendo que isso ocorre desde as diluições mais baixas até as mais altas, de modo proporcional. Todavia, o colapso exterior à solução corresponde ao aumento da amplitude no interior da solução. Posteriormente, quando o medicamento é administrado, o sistema farmacológico passa a ser reconhecido pelo princípio vital, devido ao entrelaçamento quântico original.

Neste sentido, seja o que diz o livro O Mistério Quântico (de Andrés Cassinello e José Luis Sánchez Gómez, da editora Planeta-España) com tradução em Português de Sandra Martha Dolinsky pela editora Crítica (de Planeta do Brasil) editado em São Paulo, 2017...

"O colapso ocorre quando é possível descobrir o caminho seguido pelo fóton. Ou seja, quando se adquire ou se pode adquirir mais informações sobre o sistema" (página 66)... "A mera possibilidade de se fazer a averiguação do caminho seguido - embora, de fato, não se faça - rompe a sobreposição" (página 74)... "Na verdade, nem sequer é necessário que detectemos efetivamente os fótons. O fato de podermos fazê-lo é o suficiente para produzir o colapso da função de onda" (página 77)... "O que importa não é o que sabemos, é o que podemos saber" (página 79).

Entretanto, há uma grande diferença, por exemplo, entre um sistema de esgoto referido à totalidade de substâncias do meio ambiente, em relação às proporções de um frasco em mililitros, este na escala histológica e molecular dos seres vivos. A escala de soluções homeopáticas é proporcional às células, não aos rios e aos mares em que se insere a escala do sistema de esgoto. O esgoto está na escala do meio ambiente e a homeopatia está na escala citológica. Ou seja, um caso são as ondas dos rios e do mares, outro caso são as ondas dos sinais histológicos, humorais e neuronais... São escalas e proporções distintas!

Seja agora, o que diz o livro O Enigma Quântico (de Bruce Rosenblum e Fred Kuttner, da segunda edição americana por Oxford University Press Inc., de New York, USA) com tradução em Português de George Schlesinger pela editora Zahar do Rio de Janeiro em 2017...

"A probabilidade quântica não é a probabilidade de onde o átomo está. É a probabilidade objetiva de onde você (ou qualquer pessoa) poderá encontrá-lo. O átomo não estava em certo lugar até ser observado lá" (página 153) "Segundo a teoria quântica um átomo é ou uma onda espalhada ou uma partícula concentrada" (página 184).

Assim como os balões de transporte aéreo são normalmente insuflados com ar quente ou gás hélio, o que promove um aumento de seu volume, de modo que a densidade do balão fique menor do que a do ar, assim também, de modo semelhante, na homeopatia, a diminuição da densidade do soluto em relação à solução hidroalcoólica, promove um aumento da potência ondulatória do efeito medicamentoso. É comum se dizer que os balões flutuam e voam por serem “mais leves do que o ar”, o que quer dizer que tenham uma densidade menor do que aquela do ar. Portanto, de modo similar, podemos dizer que a ação homeopática ocorre porque o soluto se torna mais leve do que a mistura de água e álcool, ou ao menos, relativamente mais leve do que era em sua apresentação de tintura mãe, e certamente mais leve nas ultradiluições.



Dr. Paulo Venturelli



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